DO LIXO
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Segundo o Programa Ambiental das Nacões Unidas, existem aproximadamente 46 mil peças de plástico flutuando em cada milha quadrada (cerda de 3,4 km) dos oceanos do mundo.
O problema é mais do que estético. Na semana passada, o jornal Los Angeles Times publicou uma reportagem chocante sobre o Atol Midway, que é o lugar mais isolado que o mundo tem a oferecer, situado a 4.500 km a oeste da Califórnia e 3.500 km a leste do Japão.
Não vive quase ninguém ali, por isso o número de embalagens de comida jogadas no mar não poderia ser grande.
No entanto, a devastação animal em Midway acontece porque os albatrozes inadvertidamente alimentam seus filhotes com fragmentos letais de plásticos, recolhidos no que é conhecido como o Eastern Garbage Patch - uma ilha virtual de lixo, formada pelas correntes do Pacífico Norte. Quer dizer, um depósito de lixo no mar.
Os albatrozes não são as únicas vítimas. Tartarugas marinhas sofrem mortes lentas e dolorosas depois de engolir sacos plásticos. Um número incontável de peixes e mamíferos marinhos são mortos a cada ano por redes de pesca descartadas. (...)
No futuro, um historiador poderá escrever algo assim: "Os homens da era dos hidrocarbonetos se ocupavam de extrair petróleo da terra e do fundo do mar. Boa parte do petróleo eles queimavam para aquecer suas casas, acionar seus veículos e eletrificar suas fábricas.
Mas parte dele usavam para fazer plástico, uma substância que valorizavam pela sua incrível durabilidade. Lamentavelmente, os homens da era dos hidrocarbonetos empregavam esse produto derivado do petróleo, algo quase indestrutível, para fins efêmeros. Embalavam obsessivamene tudo que comiam e bebiam. O resultado foi que a cada refeição humana se gerava uma quantidade substancial de lixo na forma de recipientes sujos.
Parte dos recipientes era queimada. Parte, enterrada em buracos imensos. Porém, uma quantidade considerável acabava no mar.
"Como em geral os plásticos flutuam, eles gradualmente foram cobrindo praias de todo o mundo. Enquanto as principais vítimas da poluição plástica eram aves, peixes e mamíferos marinhos, os homens da era dos hidrocarbonetos deram pouca atenção ao fenômeno. E foram poucos , muito poucos os que se lembraram dos versos sombrios de Edgar Allan Poe."
OESP 13/8/2006.
wowowowowowowowowowowowowowowowowowowowSegundo o Programa Ambiental das Nacões Unidas, existem aproximadamente 46 mil peças de plástico flutuando em cada milha quadrada (cerda de 3,4 km) dos oceanos do mundo.
O problema é mais do que estético. Na semana passada, o jornal Los Angeles Times publicou uma reportagem chocante sobre o Atol Midway, que é o lugar mais isolado que o mundo tem a oferecer, situado a 4.500 km a oeste da Califórnia e 3.500 km a leste do Japão.
Não vive quase ninguém ali, por isso o número de embalagens de comida jogadas no mar não poderia ser grande.
No entanto, a devastação animal em Midway acontece porque os albatrozes inadvertidamente alimentam seus filhotes com fragmentos letais de plásticos, recolhidos no que é conhecido como o Eastern Garbage Patch - uma ilha virtual de lixo, formada pelas correntes do Pacífico Norte. Quer dizer, um depósito de lixo no mar.
Os albatrozes não são as únicas vítimas. Tartarugas marinhas sofrem mortes lentas e dolorosas depois de engolir sacos plásticos. Um número incontável de peixes e mamíferos marinhos são mortos a cada ano por redes de pesca descartadas. (...)
No futuro, um historiador poderá escrever algo assim: "Os homens da era dos hidrocarbonetos se ocupavam de extrair petróleo da terra e do fundo do mar. Boa parte do petróleo eles queimavam para aquecer suas casas, acionar seus veículos e eletrificar suas fábricas.
Mas parte dele usavam para fazer plástico, uma substância que valorizavam pela sua incrível durabilidade. Lamentavelmente, os homens da era dos hidrocarbonetos empregavam esse produto derivado do petróleo, algo quase indestrutível, para fins efêmeros. Embalavam obsessivamene tudo que comiam e bebiam. O resultado foi que a cada refeição humana se gerava uma quantidade substancial de lixo na forma de recipientes sujos.
Parte dos recipientes era queimada. Parte, enterrada em buracos imensos. Porém, uma quantidade considerável acabava no mar.
"Como em geral os plásticos flutuam, eles gradualmente foram cobrindo praias de todo o mundo. Enquanto as principais vítimas da poluição plástica eram aves, peixes e mamíferos marinhos, os homens da era dos hidrocarbonetos deram pouca atenção ao fenômeno. E foram poucos , muito poucos os que se lembraram dos versos sombrios de Edgar Allan Poe."
OESP 13/8/2006.
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